quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A CCR E AS ELEIÇÕES NO BRASIL EM 2014



A CCR E AS ELEIÇÕES NO BRASIL EM 2014
Corrente Comunista Revolucionária (RCIT Brazil), 24.9.2014, www.elmundosocialista.blogspot.com and www.thecommunists.net

See this article in English at:
 http://www.thecommunists.net/worldwide/latin-america/brazil-elections-2014/

As eleições no Brasil, como em todo os governos dentro do sistema capitalista são uma paródia de democracia. O Estado e os partidos burgueses organizam para a lavagem cerebral ; os jornais, o rádio, o clero, tudo é comprado e mobilizado pela burguesia para fazer propaganda dos candidatos burgueses às próximas eleições e dessa forma iludir as massas trabalhadoras, fazendo-as imaginar que elas realmente estão decidindo o seu futuro, mas contraditoriamente é mantida a propriedade privada dos meios de produção. Na verdade, a classe trabalhadora está a escolher o seus próximos algozes nos próximos 4 anos. Nós, revolucionários bolcheviques, por princípio sabemos que as lutas dos trabalhadores contra o domínio do capital e o seu Estado não se decide em espaços super-estruturais da democracia burguesa.
Nós nos opomos ao eleitoralismo, mas ao mesmo tempo não nos opomos a ter uma política eleitoral. As eleições da democracia burguesa podem ser uma oportunidade para os revolucionários denunciarem as próprias eleições como uma farsa e ao mesmo tempo fazerem propaganda do seu programa revolucionário.
O Partido dos Trabalhadores-PT já está finalizando o seu terceiro mandato, tendo começado em 2003 com Lula da Silva com dois mandatos e Dilma Roussef nos últimos quatro anos. O governo petista é uma Frente Popular em que setores da burguesia fazem parte do seu governo. O seu vice atual e também candidato à reeleição é Michel Temer do PMDB. O PT conta como aliado em seu governo também com a presença do Partido Popular- PP- comandado pelo famigerado político de extrema direita Paulo Maluf, famoso como governador de São Paulo, durante a ditadura militar pela repressão a todos os movimentos sociais e de greves dos trabalhadores.
Nesse contexto, o governo do PT, nesses 12 anos, cumpriu muitas exigências do imperialismo tais como: a reforma da previdência, a privatização de estradas e dos aeroportos, o financiamento do agronegócio exportador, o apoio financeiro aos grandes bancos e grandes empresas multinacionais sediadas no Brasil, etc. Lula em final do segundo mandato chegou a ressaltar que “Nunca os banqueiros tiveram tanto lucro como no meu governo”. Em âmbito internacional, a mando do imperialismo americano, enviou tropas brasileiras ao Haiti. São inúmeras as denúncias de abuso e violência contra os trabalhadores haitianos por parte dos soldados brasileiros. Mas o PT precisava dar algumas respostas às massas. Então foram desenvolvidas políticas mínimas de ajuda social tais como: O bolsa família, um bônus mensal para as famílias mais pobres.
Nos últimos anos, para garantir a Copa do Mundo de futebol e as próximas olimpíadas em 2016, o governo federal, com a ajuda dos governos estaduais impôs medidas duras de repressão para garantir os lucros bilionários dos dois eventos. O grupo Coletivo Lenin, sediado no Rio de Janeiro declarou o seguinte em seu blog: “Vivemos debaixo de uma onda de prisões políticas sem precedentes desde a ditadura. O bloqueio do bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, com o cárcere privado de mais de 500 manifestantes, e dos próprios moradores do bairro, durante a final da Copa, mostrou que os partidos da burguesia são capazes de rasgar as mínimas garantias legais da Constituição para impedir as lutas contra as consequências dos megaeventos. E essas consequências têm sido remoções de comunidades inteiras, as UPPs- Unidades de Polícia Pacificadoras, que escondem o tráfico, enquanto militarizam mais ainda as favelas, enquanto ocorre aumento absurdo dos alugueis (residenciais) e passagens (de transportes urbanos)”. (1)
Naturalmente, o fato de o  PT governar como qualquer outro partido burguês causou, logicamente uma grande desilusão em vários setores organizados da classe trabalhadora. A reforma de previdência de Lula em 2003 causou o rompimento de um setor do PT que fundou o PSOL e ao mesmo tempo incentivou o PSTU a romper com a CUT- central sindical dirigida pelo partido e fundar a Conlutas, tendo como base uma parte do funcionalismo público federal. Os escândalos de corrupção, tais como o mensalão (governo Lula) e o caso da refinaria de Pasadena- EUA (governo Dilma) são consequência diretas de governar com a burguesia, para a burguesia e com os métodos da burguesia).

Quais as opções eleitorais no campo da esquerda?

Descartado o PT e sua Frente Popular temos que analisar as opções dos partidos de esquerda, ou que se apresentam como de esquerda. O PSOL, o PSTU,e o PCO têm candidaturas próprias.
O PSOL- Partido do Socialismo e Liberdade, o qual surgiu em 2005 em consequência da ruptura de vários grupos com o PT, vendia a ideia de que queria resgatar o PT das origens, porém passados todos esses anos deu uma guinada extraordinária para a direita. A sua candidata à presidente, Luciana Genro, declarou abertamente que “não há problema em receber apoio financeiro de empresas”. Roberto Robaina, coordenador de campanha e principal assessor de Luciana Genro, disse à Reuters: "Recebemos o dinheiro (da multinacional brasileira Gerdau) e já estamos gastando!". Além disso, em 2012, nas eleições para prefeito na cidade do Rio de Janeiro, o candidato do PSOL, Marcelo Freixo, contava com o apoio de DEM e PSDB. O DEM tem suas raízes no Partido ARENA governante durante a ditadura militar e o PSDB é o representante direto do imperialismo dos EUA-EU no Brasil e principal partido de oposição ao PT. A guinada à direita do PSOL se reflete nas posições contra o aborto e pela criminalização dos “black blocks” nos movimentos de protestos que surgiram a partir de junho de 2013.
O PSTU- Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado, é o partido da LIT-morenista no Brasil. Seu candidato à presidente é Zé Maria, ex-operário metalúrgico. O PSTU tenta há vários anos a formação de uma ampla Frente de Esquerda tendo o PSOL como principal aliado. Tal tentativa tem fracassado por causa principalmente da recusa do PSOL, o qual não vê vantagem eleitoral em concretizar essa união. O PSTU não vê problemas em tentar uma aliança com um partido como o PSOL, o qual recebe financiamento da burguesia. Porém, o próprio PSTU, se não recebe financiamento da burguesia, vêm adotando políticas do mais absoluto centrismo nos últimos anos.
Apesar do discurso que se assemelha ao radical, o PSTU através de sua central sindical, a CONLUTAS, em 2009, na região se São José dos Campos-SP aceitaram, sem nem uma convocação a uma greve por tempo indeterminado, a demissão de mais de 4 mil trabalhadores da multinacional brasileira Embraer- que fabrica aviões comerciais e militares. Tal fato abriu caminho para que nos anos seguintes as outras multinacionais como a GM impusessem demissões de milhares de trabalhadores. No campo sindical, o PSTU-Conlutas não se coloca de forma muito diferente do Partido dos Trabalhadores-PT.
No seu projeto eleitoral, o qual leva a sério, o PSTU vem rompendo inclusive com o que qualquer partido trotskista tem como uma das suas principais bandeiras: O internacionalismo proletário. O partido se posicionou fortemente contra a vinda de médicos cubanos ao Brasil pelo programa do governo federal denominado “Mais Médicos”. Esse programa, inspirado pelo modelo que Chávez implantou na Venezuela, garantia a presença de médicos tanto nas periferias das grandes metrópoles (São Paulo, Rio de Janeiro, etc.) como nas regiões mais distantes como Amazônia, Nordeste, etc.
Além disso, a política do PSTU com relação aos órgãos de repressão, especificamente a Polícia Militar, rompe absolutamente com a política leninista de que a polícia de forma nenhuma representa a classe operária. Uma das principais ações da Revolução russa de 1917 foi o desmantelamento das polícias. Pois o PSTU em sua Central Sindical, o CSP-Conlutas, conta entre seus membros com associações de policiais. Isso coloca em contato direto os movimentos sociais de resistência com os seus algozes repressores.
O PCO- Partido de Causa Operária, esquerda centrista, concorre a presidente com o jornalista Rui Costa. Há anos o PCO concorre às eleições presidenciais no Brasil, com baixíssimo percentual de votos. Na votação presidencial do PCO, PSTU, PSOL e PCB JUNTOS! nas últimas eleições, de 2010, não chegou a 1% do eleitorado, então a análise que vale para o PCO também vale para os demais em um levantamento de representatividade junto as massas. O partido é tido pela imprensa como sendo de extrema-esquerda, isto é, a própria imprensa burguesa coloca o PCO como muito mais à esquerda que o PSOL e PSTU. Isso tem consequências: num eleitorado majoritariamente conservador, a inserção do PCO junto à classe trabalhadora é muito limitada. No entanto, o PCO é o único partido de esquerda legalizado que coloca no seu programa eleitoral pela televisão e pelas rádios o aviso de que as eleições burguesas não servem para nada e que somente a revolução social é que poderá ser o caminho para a classe trabalhadora. Além disso, diante da evidente falta de democracia vigente nas leis eleitoral do Brasil, que impede os partidos muito  menores em concorrer às eleições, o partido abriu a sua legenda para que outros agrupamentos revolucionários possam concorrer às eleições com o seu próprio programa partidário, tais como o LC-Liga Comunista, seção brasileira do CLQI-Comitê de Ligação da Quarta Internacional, o qual concorre com dos operários que estão nas bases das suas categorias e  no chão da fábrica.
O PCO defende a completa dissolução das policias. De acordo com relatório elaborado pela OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil-seção Rio de Janeiro) As polícias do Brasil estão entre as que mais matam no mundo. De acordo com esses dados , entre os anos de 2001 e 2011, houve um assustador crescimento do número de mortes provocadas pela polícia e registradas como “autos de resistência”. Esse número atingiu um pico no ano de 2007. No Rio de Janeiro foram analisados 12 mil autos de resistência e 60% deles foram execução pura e simples, muitas com tiro na nuca.
Não temos acordo programático com o PCO. Temos visão diferente quando se trata de caracterização sobre o papel contemporâneo de Rússia e China, o qual caracterizamos como países imperialistas; Não defendemos a libertação dos criminosos do PT, ex-ministro José Dirceu e ex-líder do PT José Genoino; diferente do PCO nós defendemos que o movimento “Não vai ter Copa” tinha reivindicações legítimas devido ao aparato repressivo que desalojou milhares de pessoas de suas casas e a continuidade da situação de penúria em que vive ainda os hospitais, a saúde pública em geral, a habitação e a educação. Porém, o PCO não rompeu a barreira de classe como o PSOL e não traiu ou boicotou as lutas das greves dos trabalhadores como fez, e ainda faz o  PSOL e o PSTU.
Por essas razões  o CCR-Seção brasileira do RCIT dá o apoio crítico eleitoral PCO.

2.              http://oglobo.globo.com/brasil/policia-mata-cinco-pessoas-por-dia-no-brasil-10669947

domingo, 21 de setembro de 2014

TOTAL REPÚDIO À AGRESSÃO MACHISTA E RACISTA CONTRA A CANDIDATA DO PCO AO GOVERNO DO ESTADO DE MINAS






English bellow...


  A candidata do PCO ao governo de Minas Gerais, Cleide Donária, foi violentamente atacada e agredida de maneira covarde quando se dirigia à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Venda Nova-MG, como parte das atividades da campanha eleitoral. Quando ela transitava pela da Avenida Vilarinho, Cleide foi abordada por um elemento de aproximadamente 30 anos, vestido à paisana, que atravessou a rua e se dirigiu diretamente a ela. Repentinamente ele aplicou um forte soco na altura do estômago da Cleide e a derrubou no chão, enquanto gritava com raiva e cuspia em cima da candidata, que acabou ficando paralisada pela dor e a surpresa da agressão. O agressor, que saiu das proximidades de uma casa de shows, fez questão de mostrar que portava uma arma enquanto gritava “Cadê o seu partido de merda para dissolver a Policia Militar?” “Dissolve a PM agora sua prostituta!” “Sua negra vagabunda!”.
Depois de ter batido e cuspido em  Cleide várias vezes, o agressor acabou se afastando.
Esse fato demonstra o caráter antidemocrático das eleições burguesas,  onde sequer a liberdade de expressão da classe operária e dos oprimidos  está garantida. Isso comprova  a necessidade da derrubada revolucionária da burguesia para implantação da democracia operária, para instauração do governo operário, da ditadura do proletariado que liquidará com toda as facetas de   dominação de classe, tais  como o racismo e o machismo, a homofobia, etc, além extinguir  o próprio aparato repressivo terrorista burguês, o qual é a base do domínio da burguesia sobre o conjunto da população explorada e oprimida.


Nós do CCR repudiamos o violento ataque e agressão racista à candidata ao governo de Minas Gerais pelo Partido da Causa Operária, Cleide Donária, bem como total solidariedade marxista, operária e revolucionária à candidata e ao PCO.
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The PCO candidate for governor of Minas Gerais, Cleide Donaria, was violently attacked and assaulted in a cowardly manner when speaking to the UPA (Emergency Unit Health) of Venda Nova-MG, as part of activities of the election campaign. When she was passing by the Avenue Vilarinho, Cleide was approached by a man of approximately 30 years, in civilian clothes, who crossed the street and directly addressed her. Suddenly he applied a strong punch in the stomach of Cleide and knocked her to the ground while shouting angrily and spat upon the candidate who ended up paralyzed by pain and surprise aggression. The attacker, who left the vicinity of a avenue, made a point of showing that he was carrying a gun while shouting "Where's your fucking party to dissolve the Military Police?" "Dissolve the PM now your whore" "You black whore! . "
Once have beaten and spat on Cleide several times, the attacker turned away. 
This fact demonstrates the undemocratic character of bourgeois elections, where even the freedom of expression of the working class and the oppressed is not guaranteed. This proves the necessity of the revolutionary overthrow of the bourgeoisie for the implementation of workers 'democracy, for the establishment of a workers' government, the dictatorship of the proletariat to settle with all the facets of class domination such as racism and sexism, homophobia, etc., in addition extinguish the repressive apparatus of the bourgeois, which is the basis of the domination of the bourgeoisie over the whole of the exploited and oppressed population. 



We from CCR repudiate the racist aggression against the candidate for governor of Minas Gerais by the Workers' Cause Party, Cleide Donaria, as well as full Marxist solidarity.

domingo, 7 de setembro de 2014

Rússia e China – Grandes Potências Imperialistas PDF arquivo em Português


A CCR-Brasil  tem o prazer de informar que já está disponível em nosso blog o resumo sobre a caracterização de Russia e China como potências imperialistas em língua Portuguesa. 
Rússia e China – Grandes Potências Imperialistas:
Um resumo da análise da CCRI-Corrente Comunista Revolucionária Internacional (em inglês RCIT)
Por Michael Probsting, 28 de Março de 2014, 
http://www.thecommunists.net/home/portugu%C3%AAs/chinese-and-russian-imperialism/

terça-feira, 12 de agosto de 2014

QUEM GANHOU A GUERRA DE GAZA?



Quem ganhou a guerra de Gaza?
por Yossi Schwartz, Liga Socialista Internacionalista (seção do RCIT-em Israel/Palestina Ocupada), 2014/08/08, www.thecommunists.net e www.the-isleague.com
Depois de quase um mês massacres, a linha de propaganda sionista defende  que Israel ganhou a guerra contra o Hamas. Se os 1.900 palestinos mortos, dos quais 80% eram crianças, idosos, homens e mulheres não-combatentes, além de milhares de feridos, for  a medida da vitória, então Israel certamente ganhou. Se o número de casas destruídas, escolas, mesquitas e hospitais for  utilizado, então, mais uma vez, Israel ganhou a guerra. E se o número de túneis destruídos é tomado como a medida do sucesso, então Israel ganhou a guerra. No entanto, se o enfraquecimento do Hamas for o fator que determina quem foi o vencedor e quem era o perdedor, então Hamas ganhou a guerra.
Objetivos de Israel
Para responder à questão de quem exatamente ganhou a guerra, em primeiro lugar, é necessário estabelecer quais eram , exatamente,  objetivos de Israel em lançá-la.
Na imprensa israelense há poucos dias (05 de agosto) apareceu  o seguinte: "... Sérias dúvidas foram levantadas quanto à possibilidade ou não de  Israel haver alcançado os objetivos declarados da guerra, criando o tipo de dissuasão que seria  impedir o Hamas de iniciar outra guerra em um ou dois anos a partir de agora. Sem dúvida, Israel não conseguiu chegar ao elevado objetivo do desarmamento de Gaza, e ninguém espera que o Hamas abaixe  voluntariamente as suas armas. "(1)
Nesta mesma questão, o britânico The Guardian escreveu em 3 de agosto: "Para Israel, que tropeçou em uma guerra que claramente não queria travar, a questão não é de lutar ou não lutar, mas, sim, a agressividade com que eles devem fazê-lo. Há aqueles, especialmente o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, que não querem nada mais do que  acabar com esta guerra antes que a situação fique  ainda mais fora de controle, com medo dos crescentes custos diplomáticos e do potencial para uma crise humanitária em grande escala em Gaza. Mas há um outro lado, aquele em  que  JJ Goldberg do jornal jornal diário judeu  “Forward”  clama pelo "esmagamento das facções do Hamas." Estes são os membros de extrema-direitistas da coalizão de governo de Netanyahu que querem ver Israel continuar sua ofensiva em Gaza até que o Hamas seja derrotado ou, no mínimo, incapazes de empreender qualquer ataque sério contra alvos civis israelenses. À medida que Naftali Bennett da extrema-direita, , ministro da Economia do país, colocou na semana passada: "Não desista  e não pare até você conseguir esse objetivo ... ataquem o  no Hamas sem piedade ... até desmilitarização, até  uma vitória ... até que nós terminemos o trabalho."" (2)
A maioria dos israelenses apoiou claramente a posição de Bennett, no entanto, mesmo a propaganda sionista tem que admitir que a popularidade do Hamas entre os palestinos é alta, enquanto que a do colaborador AP-Autoridade Palestina é baixo.
O Jewish Telegraph Agency, órgão sionista, escreveu o seguinte:
"Será que o Hamas perdeu?
Hamas certamente não saiu dessa vitorioso. As suas capacidades operacionais sofreram um golpe pesado graças aos bombardeios de Israel, à  descoberta e destruição de dezenas de túneis que funcionam sob a fronteira entre Israel e Gaza, e ao esgotamento de um grande pedaço de estoques de foguetes do Hamas.
Mas é difícil dizer exatamente quanto dano Hamas sofreu, porque muito do que o grupo terrorista faz  tem lugar no  subterrâneo - literal e figurativamente. O verdadeiro uqadro das capacidades do Hamas podem tornar-se evidente apenas nos próximos  meses e anos.
Além disso, o Hamas não viver somente  pela arma. Seu poder depende em grande parte do apoio popular. Em que medida, seja provável que o Hamas tenha ganhado pontos dos palestinos por enfrentar Israel - em contraste com a Autoridade Palestina, que coopera com Israel "(3)
Uma derrota política para Israel
Que o exército de Israel, o exército quarta mais forte do mundo, foi capaz de matar e destruir nesse tanto não é surpreendente. No entanto, as guerras servem a objetivos políticos e, ao longo da história, vitórias militares que resultaram em derrotas políticas não são consideradas vitórias, mas derrotas. Na guerra de 2006 no Líbano, Israel matou e destruiu tanto como durante o último mês, da mesma forma bárbara, mas ainda politicamente o  Hezbollah foi o lado vitorioso e sua vitória foi uma das razões para a eclosão do movimento revolucionário na região que derrubou, entre outros líderes, o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Na guerra de independência da Argélia, a França venceu as batalhas militares com a FLN, mas em última análise, a França teve que deixar a Argélia. Na África do Sul, o exército racista do Apartheid era muito mais forte do que a organização guerrilheira negra da ANC- Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação"), mas o regime do Apartheid perdeu.
Nenhuma dessas vitórias resultou em uma revolução socialista e, assim, os imperialistas conseguiram permanecer no poder, principalmente devido à falta de uma direção revolucionária da classe trabalhadora e da traição da direção do proletariado atual. Mas, isto não diminui o facto de que do lado apoiado pelo imperialismo foi que , em cada um destes casos, ganhou temporariamente. Além disso, como regra geral, a derrota do lado imperialista leva a uma maior confiança entre as massas e à eclosão de revoltas.
Israel está mais isolada do que nunca
E hoje, Israel está mais isolada do que nunca. O JTA teve que admitir este fato: Escreveu: "Israel pode ter amplo apoio de governos estrangeiros para a sua guerra contra o Hamas – mesmo com  as críticas desta semana pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos sobre um ataque israelense específico em uma escola da ONU em Gaza - mas sua imagem pública com  pessoas comuns, provavelmente, tem algumas semelhanças com os escombros em Gaza.
Ver as notícias desta guerra era, na verdade,  assitir imagens após imagens  de destruição humana e estrutural em Gaza. As manifestações anti-Israel fortemente vistas  ao redor do mundo, algumas  das quais incluídas expressões anti-semitas, eram um sinal potente de como as pessoas estavam reagindo à guerra ". *
Existem apenas duas verdadeiras questões: (1) Será que a última derrota de Israel reacenderá  o movimento revolucionário contra os regimes árabes reacionários que, em vez de ajudar os habitantes de Gaza, esperavam a vitória de Israel? (2)  uma nova intifada, alguns sinais  já são visíveis, acontecerá?

Footnotes
(1) Ryan Jones: As Truce Holds, Doubts Whether Israel Met War Goals, August 05, 2014 http://www.israeltoday.co.il/NewsItem/tabid/178/nid/24822/Default.aspx
(2) Michael Cohen: Is the Arab-Israeli conflict going to be the war that never ends?The Guardian, August 03, 2014, http://www.theguardian.com/commentisfree/2014/aug/03/arab-israel-palestinians-gaza-conflict-may-never-end
(3) Uriel Heilman: Who won and who lost in the Gaza war? Jewish Telegraph Agency, August 5, 2014 http://www.jta.org/2014/08/05/news-opinion/israel-middle-east/who-won-and-who-lost-in-the-gaza-war
(4) Ibid

For more ISL and RCIT analyses and statements of the present war in Gaza see:
Joint Statement: Israel Starts Ground Offensive: Defend Gaza! Defeat Israel’s War! Support the Palestinian Resistance! For a Workers’ and Popular International Campaign to Boycott Israel! Down with the Regimes which Collaborate with Israel! For a Free, Red Palestine! Joint Statement of the Revolutionary Communist International Tendency, Internationalist Socialist League (RCIT-Section in Israel / Occupied Palestine), the Communist Left of Australia and the Editor of the Blog vansterparlan.v-blog.se (Sweden), 22.7.2014,http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/joint-statement-defend-gaza/
RCIT and ISL: Palestine: Forward to the Third Intifada! Organize the Uprising in Workers, Peasant, and Youth Popular Committees! Revitalize the Arab Revolution! Smash the Imperialist Apartheid State Israel! 7.7.2014, http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/victory-to-palestinian-uprising/
Gerard Stephens: Israel: While the Guns Roar, Exacerbated Political Intimidation of Israel’s Palestinian Citizens, 2.8.2014, http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/report-antiwar-meeting-2-8-2014/
Michael Pröbsting: Ultra-Leftism and the Destruction of the Israeli State - A Reply to the Argentinean COR, 27.7.2014, http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/reply-to-cor-on-israel/
Boris Hammerschlag: Israel: Report on antiwar rally in Tel Aviv on 26 July, 27.7.2014, http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/report-antiwar-rally-26-7-2014/
Boris Hammerschlag: Fascists Attack Pro-Gaza Demonstration in Haifa, 21.7.2014, http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/fascists-attack-pro-gaza-demo-in-haifa/
Yossi Schwartz: Down with Israel’s New War! 9.7.2014, http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/israels-new-war/
Yossi Schwartz: Palestine: Masses Rise Up after the Killing by Burning Alive of Palestinian Youth, 6.7.2014, http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/palestine-killing-of-palestinian-youth/
RKOB: Austria: Tens of Thousands march in Solidarity with Palestine, 21.7.2014, http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/demo-for-palestine-20-7-2014/

For more ISL and RCIT historical analyses of Israel as a Zionist apartheid state and the revolutionary program for the Palestinian liberation struggle in numerous documents and articles, see among others:
Internationalist Socialist League: Summary of the ISL-Program, February 2014, http://www.thecommunists.net/theory/summary-of-isl-program/
Yossi Schwartz: Israel's War of 1948 and the Degeneration of the Fourth International, in: Revolutionary Communism, Special Issue on Palestine, No. 10, June 2013,www.thecommunists.net/theory/israel-s-war-of-1948-1
Yossi Schwartz: Israel’s Six-Day War of 1967. On the Character of the War, the Marxist Analysis and the Position of the Israeli Left, in: Revolutionary Communism, No. 12, July/August 2013, www.thecommunists.net/theory/israel-s-war-of-1967
Michael Pröbsting: On some Questions of the Zionist Oppression and the Permanent Revolution in Palestine, in: Revolutionary Communism, Special Issue on Palestine, No. 10, June 2013,http://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/permanent-revolution-in-palestine