domingo, 5 de fevereiro de 2017

Áustria: Partido de direita abre inquérito parlamentar contra a seção austríaca da CCRI

O maior partido de oposição faz  difamação contra os trotskistas por suposto "extremismo esquerdista", "antisemitismo" e "islamismo radical" e pede ao Ministério Federal do Interior que os investigue oficialmente. 

Relatório da RKO BEFREIUNG (Secção Austríaca do RCIT), 29.01.2017, www.rkob.net 

Um grupo de deputados parlamentares do Partido Freiheitliche (FPÖ) em torno do deputado David Lasar apresentou um inquérito oficial no parlamento austríaco. (1) Neste inquérito, os deputados do FPÖ - um partido de extrema-direita que obteve 20,5% nas últimas eleições nacionais e que atualmente lidera as eleições - acusam a secção austríaca da CCRI, e também a organização de imigrantes do Egito de "Extremismo de Esquerda", "Antissemitismo" e "Islamismo Radical". (2) em consequência, pedem ao Ministério Federal do Interior que investigue oficialmente as duas organizações. 

O FPÖ de extrema-direita justifica o seu inquérito referindo-se à manifestação anti-racista de 26 de novembro de 2016 e ao papel desempenhado pelos militantes da secção austríaca - juntamente com as nossas organizações aliadas de imigrantes. Como relatamos naquele dia, os imigrantes muçulmanos que participaram de nosso contingente - que foi a de maior participação na manifestação e contou com muitos migrantes do Egito, Síria, Iraque, Irã e outros países em suas fileiras - foram fisicamente atacados por organizações pró- Sionistas do Black Bloc (os chamados "anti-alemães"). (3) 

Como evidência concreta de sua difamação, estes deputados de direita referem-se aos nossos slogans pró-palestinianos na manifestação (tais como "Liberdade para a Palestina" ou "Israel e os EUA estão zombando dos direitos humanos"), aos slogans árabes dirigidos contra a ditadura militar egípcia. Concretamente Lasar está a referir-se aos slogans "Abaixo a ditadura militar" e "O povo quer derrubar o regime"), bem como o uso do símbolo R4BIA (em memória dos milhares que foram mortos na manifestação na praça Rabia no dia 14 Agosto de 2013). 

Os extremistas de direita do FPÖ liderados por HC Strache são bem conhecidos por sua campanha de ódio militante islamofóbica e anti-refugiados. Eles também pedem um aumento do monitoramento e da repressão contra as organizações revolucionárias e as forças muçulmanas imigrantes. Eles têm relações estreitas com o regime russo de Putin e também são fanáticos apoiadores de Israel. 

David Lasar, o iniciador do inquérito parlamentar, é um membro proeminente do partido. Ele é a pessoa de contato oficial com o Estado israelense e construiu muitas ligações com partidos de extrema-direita que estão dominando o governo israelense. Ele também é um membro proeminente da federação Sionista na Áustria e tenta ajudar seu partido a superar sua imagem histórica como sendo um partido anti-semita. É simbólico para o caráter reacionário do partido, bem como de Lasar que no verão de 2011 ele pessoalmente foi à Líbia durante o levante popular para encontrar - em uma manifestação de solidariedade com a ditadura reacionária – o filho de Kaddafi. 

Com a vitória de Trump é claro que forças reacionárias extremas como o FPÖ na Áustria sentem-se encorajadas a pressionar por um aumento na repressão do estado contra organizações revolucionárias, assim como contra forças de imigrantes muçulmanos. Este inquérito parlamentar é apenas o ataque mais recente e mais significativo que a seção austríaca da CCRI tem experimentado durante os últimos anos. (4) Não nos surpreendemos com estes ataques, porque estamos a aumentar a nossa voz e participamos em muitas atividades práticas de solidariedade com várias organizações de imigrantes. É um resultado da nossa oposição revolucionária inequívoca contra as guerras e a ocupação imperialistas, bem como contra o racismo e a Islamofobia. Estes últimos acontecimentos só irão reforçar a nossa determinação. 

Apelamos a todas as forças progressistas a manifestarem a sua solidariedade conosco, protestando contra o inquérito parlamentar de direita e rejeitando quaisquer medidas legais do Estado austríaco contra a secção austríaca da CCRI, bem como contra a organização imigrante egípcia.
Footnotes:

(1)   Anfrage des Abgeordneten David Lasar und weiterer Abgeordneter an den Bundesminister für Inneres betreffend Juristisches Nachspiel für Teilnehmerinnen an der Demonstration " Let them stay" auf der Mariahilferstraße, 11459/J vom 24.01.2017 
(XXV.GP), https://www.parlament.gv.at/PAKT/VHG/XXV/J/J_11459/index.shtml. Our first response has been the following press announcement: AVISO: Parlamentsanfrage von FPÖ-Lasar ist Verhöhnung der Opfer. FPÖ-Abgeordnete um David Lasar über die ägyptische Revolution, Israel und die Vorfälle auf der Demonstration für Asylrecht am 26. November 2016 (OTS), Presseaussendung von Michael Pröbsting (Sprecher der RKO BEFREIUNG) und Ibrahim Ali (Sprecher des Koordinationsrates der ägyptischen Gemeinde), 25.01.2017, http://www.ots.at/presseaussendung/OTS_20170126_OTS0004/aviso-parlamentsanfrage-von-fpoe-lasar-ist-verhoehnung-der-opfer

(2) O nome official da organização egípcia dos immigrates é Coordination Council of the Egyptian Community( Conselho de Coordenação da Comunidade Egípcia).

(3) Austria:Em Inglês “Left-Wing” Zionists Attack Arab Migrants at Demonstration in Solidarity with Refugees! Report (with Pictures and Videos) from the anti-racist Demonstration on 26 November in Vienna by the Austrian Section of the RCIT, 27.11.2016, https://www.thecommunists.net/rcit/zionists-attack-rcit-austria/


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

CARTA ABERTA AOS AUTÊNTICOS REVOLUCIONÁRIOS 2017



Um Chamado urgente para a unidade e a luta conjunta em uma plataforma revolucionária

Uma carta aberta a todos os autênticos revolucionários para uma Conferência Internacional sobre o 100º aniversário da Revolução de Outubro para fazer avançar a construção de um Partido Revolucionário mundial

Publicado pela Corrente Comunista Revolucionária Internacional (CCRI), 09.01.2017, www.thecommunists.net


Camaradas, irmãos e irmãs!

Este é um chamado urgente a todos os autênticos revolucionários para a unidade no sentido de podermos avançar a construção de uma liderança na luta contra a ofensiva reacionária da classe dominante. A CCRI considera esta tarefa como a mais importante no período atual, exigindo total dedicação e seriedade dos revolucionários dos países ao redor do mundo.

Então vamos falar sobre essa tarefa diretamente e sem qualquer diplomacia. Para aqueles que simpatizam com a denominada  “guerra ao terror” dos EUA e da Rússia no Oriente Médio e África; para aqueles que saúdam a assassina conquista  de Assad sobre Aleppo como uma "vitória"; para aqueles que dão boas-vindas à repressão da ditadura militar egípcia contra toda a oposição; para aqueles que louvam Tsipras e a liderança do  SYRIZA na Grécia para sua política “realista” de governo" na implementação do memorando da União Europeia-EU; para esses casos sugerimos: não continuem a ler o nosso chamado, pois só seria uma perda de tempo!

Mas aqueles entre vocês que estão determinados a lutar contra as agressões de todas as Grandes Potências no Oriente e Ocidente; Quem está pronto para defender os trabalhadores e oprimidos contra os imperialistas e seus lacaios locais; Quem está pronto a lutar contra a burocracia dentro do movimento operário, a qual está estrangulando a resistência da nossa classe – nós te dizemos: Considere nossa proposta a sério e vamos  unir forças agora na construção de um Partido Revolucionário Mundial que vai avançar a luta contra o capitalismo e contra o imperialismo e para uma revolução socialista mundial!

2017 é o centenário da Revolução de Outubro, o evento mais importante da história moderna, quando os trabalhadores e camponeses liderados pelo Partido Bolchevique conquistaram o poder pela primeira vez. No entanto, este aniversário também nos faz lembrar - em contraste com 1917 - da ausência total de um partido bolchevique hoje!

Convocamos urgentemente todos os autênticos revolucionários a se unirem, porque o principal problema do período atual não é a falta de luta e resistência dos operários e dos oprimidos. O sistema capitalista está em decadência e suas contradições econômicas, políticas e militares estão se acelerando, como a CCRI esboçou em seu mais recente documento  Perspectiva Mundial. A profunda crise do sistema imperialista está constantemente provocando lutas e revoluções de massa. No entanto, a questão-chave é a falta total de liderança revolucionária e, portanto, existe o domínio sobre os trabalhadores e  organizações populares por parte dos populistas estalinistas, socialdemocratas, Castro-Chavistas, populistas pequeno-burgueses ou forças islâmicas. No entanto, esses líderes enganadores estão totalmente corrompidos e sempre traem a luta popular em troca de alguns postos e privilégios; ou então são honestos e dedicados, mas combinam heroísmo individual com uma estratégia que substitui a mobilização de massa e a organização para a revolução com uma autodestrutiva concepção elitista e militarista. Embora se possa dizer que esta é a versão mais honesta, no entanto, é uma estratégia predestinada a um beco sem saída.

Por conseguinte, a decadência do capitalismo anda de mãos dadas com a profunda crise das organizações tradicionais de massa da classe trabalhadora e dos oprimidos. Nós devemos dizer aos trabalhadores e oprimidos a verdade: enquanto eles estão liderados por estas forças não-revolucionárias, sua luta está condenada a acabar em um beco sem saída ou até mesmo à contra-revolução.

A conclusão a partir disto não é o arrogante sermão sobre as massas e o afastamento passivo de suas lutas. Somente sectários e traidores podem chegar a tais conclusões. Só se pode agir como um revolucionário se estiver participando ativamente das batalhas de classe que nossos irmãos e irmãs estão travando uma vez e outra contra os governantes. Tal participação nas lutas populares também é necessária, de fato é ainda mais urgente, se a liderança das massas não é revolucionária. É crucial desafiar consistentemente  as falsas lideranças, algo que só pode ser feito dentro da luta de massas, mas nunca do lado de fora.

Autênticos revolucionários devem combinar essa participação ativa nas lutas populares com uma implacável propaganda e com agitação para táticas e slogans revolucionários, com uma luta política consistente contra os burocratas e falsos líderes e com esforços incansáveis para organizar os mais conscientes e militantes dos trabalhadores e oprimidos em um partido revolucionário (ou um núcleo pré-partido, como um primeiro passo).

Por causa da natureza política, económica e militar do capitalismo ser invariavelmente internacional e por necessidade ele ter uma atuação global, a organização da classe trabalhadora e suas lutas também só pode ser internacional. Todos os esforços para construir um partido revolucionário limitado, puramente nacional está condenado a degenerar tanto como organização, como politicamente. Autênticos marxistas devem trabalhar incansavelmente para construir um Partido Revolucionário Mundial, caso contrário, eles estarão falhando em sua missão fundamental!

É verdade que, um novo partido revolucionário mundial – defendendo a tradição das quatro primeiras internacionais e baseada nos ensinamentos dos grandes revolucionários Marx, Engels, Lenin, Luxemburgo e Trotsky – não pode ser estabelecido em uma única tacada. Tal internacional deve ser politicamente testada nas lutas dos trabalhadores e dos oprimidos. No entanto, a organização de um núcleo – independentemente de seu tamanho atual – para construir tal partido mundial pode-se e deve-se começar imediatamente. Esperar por outras pessoas para fazerem este trabalho é uma atitude passiva e cínica – somente intervindo e agindo coletivamente em escala nacional, assim como em escala internacional é algo digno de um revolucionário!

Chamamos urgentemente todos os autênticos revolucionários para imediatamente começarem a vir juntos e discutirmos uma plataforma concreta para a luta de classes e para fazer avançar a construção de um partido revolucionário mundial. Como primeiro passo concreto nesse sentido, a CCRI propõe que, juntamente com os interessados, organizar conjuntamente uma conferência internacional em 2017 – o ano do 100º aniversário da revolução de outubro. Tal conferência deve estabelecer a base para uma ação conjunta no sentido da formação de um partido revolucionário mundial.

Unir-se para uma tal iniciativa conjunta para a organização internacional dos revolucionários só é possível com base no acordo sobre as principais questões políticas da atual luta de classes no mundo. Como nós já declaramos em nosso documentoPerspectiva Mundial, a CCRI considera as seguintes políticas como questões chaves programáticas na presente fase política:


a)   Reconhecimento da aceleração rivalidade entre a grandes potências imperialistas, E.U.A, UE, Japão, Rússia e China. Só é possível compreender a dinâmica do atual período de crise capitalista e tomar uma posição correta ao se reconhecer o caráter imperialista não só de E.U.A, UE e Japão, mas também das novas potências emergentes, Rússia e China. Somente a partir de tal base é possível chegar ao único programa correto sobre esta questão – o derrotismo revolucionário, ou seja, a perspectiva de luta consistente contra todas as potências imperialistas. Isto significa que os revolucionários devem se recusar a apoiar qualquer grande potência em conflitos inter-imperialistas, defendendo o lema que "o inimigo principal está em casa!"


b)   Uma consistente luta contra o imperialismo. Revolucionários defendem a derrota dos Estados imperialistas em qualquer conflito contra as forças que representam o povo oprimido, e pela vitória de militar destas últimas, ao mesmo tempo, não dar qualquer apoio político para as lideranças não-revolucionárias dos oprimidos (por exemplo, os islamitas pequeno-burgueses islamitas, os nacionalistas). Isto é verdade tanto em conflitos internos (por exemplo, da Rússia contra uma nação oprimida como povo checheno) bem como em guerras no estrangeiro (por exemplo, Afeganistão, Síria, Mali, Somália). Da mesma forma, os revolucionários têm que lutar pela abertura das fronteiras dos países imperialistas e pela plena igualdade para as minorias nacionais e para os migrantes. Além disso, os revolucionários se recusam a apoiar um campo imperialista contra o outro em qualquer conflito (por exemplo, Brexit vs União Europeia; Clinton versus Trump).

c)    Apoio contínuo para a Revolução Árabe. As massas populares em revoltas na Tunísia, Egito, Líbia, Síria, Iêmen e outros países têm sido o mais importante e progressivo desenvolvimento da luta de classes até agora desde o início do novo período histórico em 2008. Em verdade, dada a falta de uma liderança revolucionária, as massas sofreram uma série de derrotas terríveis – como o golpe de estado do General al-Sisi no Egito, em julho de 2013, ou o massacre em curso do povo sírio nas mãos de Assad e seus apoiadores estrangeiros. No entanto, o processo revolucionário continua, e isso se reflete na resistência popular em curso na Síria, Egito, Iêmen, Marrocos etc. As forças revolucionárias autênticas devem dar apoio incondicional a estas lutas populares contra as ditaduras e contra forças reacionárias, sem dar qualquer apoio político às suas lideranças não-revolucionárias (por exemplo, os islamitas pequeno-burgueses).

d)   Participação em todas as lutas de massa contra programas de austeridade e ataques reacionários aos direitos democráticos. Os revolucionários são contra todas as formas de sectarismo, tal como a recusa a participação em lutas de massa, sob o pretexto de existirem nelas lideranças não-revolucionárias. Em vez disso, os revolucionários aplicam a tática da frente única nas lutas dos trabalhadores e camponeses liderados por reformistas ou forças populistas contra o programa de austeridade (por exemplo, nos sindicatos, organizações de massa de camponeses e os pobres urbanos, mas também nos partidos políticos como MORENA no México, SYRIZA na Grécia antes de 2015,  PODEMOS em Espanha) ou contra golpes antidemocráticos e ditaduras (PT, CUT, MST, no Brasil; com os  Islâmicos no Egito; os rebeldes na Síria). Tal orientação deve ser combinada com uma consistente luta contra todas as formas de populismo de frente popular ou populismo pequeno-burguês e lutar para que operários e camponeses rompam com essas lideranças não-revolucionárias, e para promover a formação de um independente e revolucionário partido dos trabalhadores.

No entanto, o acordo em tal base só pode ser o ponto de partida para uma fase intensiva de discussões e ações comuns. É importante desenvolver uma compreensão comum da teoria marxista e do programa, que podem criar discussões polêmicas e fortes entre as organizações participantes. Tal compreensão conjunta programática tem que ser testada ao implementá-la na prática através de atividades comuns.

Portanto, exortamos a todas as organizações que honestamente, esforçam-se pela criação de um novo partido revolucionário mundial a unir forças com base nestas questões chaves programáticas. Concretamente, a CCRI propõe que os revolucionários constituam um Comité Misto de Contato de todas as forças que concordam em geral com tal visão. A tarefa de tal  Comissão seria preparar politicamente e organizacionalmente uma Conferência Internacional em 2017. O objetivo dessa conferência seria discutir medidas concretas para promover a formação de um partido revolucionário mundial.

A CCRI contribui com seus documentos fundamentais para discussão entre militantes revolucionários – em especial, seu programático Manifesto Pela Libertação Revolucionária, recentemente adotada. No entanto, estamos igualmente prontos a estudar e a discutir os documentos de outras organizações. Estamos convencidos de que os autênticos revolucionários serão capazes de elaborar, com base em tais documentos, uma plataforma comum de trabalho comum para a construção de um partido revolucionário mundial.

Estamos conscientes de que não é sempre fácil criar uma organização internacional conjunta com forças provenientes de experiências e tradições diferentes. Os revolucionários não devem estar assustados com a possibilidade de discussões controversas e da necessidade de testar uma posição diferente na luta de classes. No entanto, uma séria atitude com relação às diferenças – ou seja, uma aberta e franca discussão sobre elas em vez de diplomaticamente escondê-las – é afinal de contas a maneira honesta e frutífera para superar tais diferenças.

Da mesma forma, é possível em caso necessário criar, estágios prévios, em etapas, a fim de aprender com os outros e sistematicamente, se aproximar mais. Mas é indispensável que comecemos um processo conjunto agora!

Camaradas, apenas podemos honrar o legado da revolução socialista de outubro de 1917 se agirmos coletivamente no espírito e na base as lições programáticas e organizacionais dos bolcheviques. Vamos unir forças na missão histórica da luta da nossa geração com decisiva determinação: a criação de um partido revolucionário mundial como o instrumento mais importante da classe trabalhadora em sua luta pela libertação! Não vamos perder tempo e desperdício de energia; Vamos Marchar para a frente – juntos - agora!

Não há futuro sem socialismo!

Não há socialismo sem revolução!

Não há revolução sem um partido revolucionário!

* * * * *

Encorajamos as organizações e ativistas que compartilham as perspectivas gerais desta carta aberta para entrarem em contato conosco e enviar-nos suas ideias e críticas para que possamos discutir medidas concretas para elaboração e discussão conjunta: rcit@thecommunists.net

O RCIT é uma organização revolucionária internacional que une seções e ativistas em 13 países com base em um programa comum e os princípios organizacionais do centralismo democrático (Paquistão, Sri Lanka, Iémen, Tunísia, Israel/Palestina Ocupada, Turquia, Brasil, México, Venezuela, Aotearoa/Nova Zelândia, Grã-Bretanha, Alemanha e Áustria).

Para uma visão mais ampla de pontos de vista a RCIT recomendamos, para aqueles que estão interessados, nosso site www.thecommunists.net. Queremos chamar especial atenção ao nosso Manifesto pela libertação revolucionária. As tarefas da luta de libertação contra o capitalismo em decadência (adoptado pelo 1º Congresso da RCIT em outubro de 2016, https://www.thecommunists.net/home/portugu%C3%AAs/rcit-programa-2016/) estamos em um processo de publicar este Manifesto em pelo menos sete idiomas diferentes nas próximas semanas.

Também recomendamos aos leitores o mais recente documento da CCRI World Perspective 2017: A Luta Contra a Ofensiva Reacionária em Época de Trumpismo. Teses sobre a Situação Mundial, as Perspectivas para a Luta de Classes e asTarefas dos Revolucionários (adoptado em 18 de dezembro de 2016, https://www.thecommunists.net/theory/world-perspectives-2017/)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

RESISTANCE BY YOUTH IS THE ROAD TO THE MASS MOVEMENT

Original in Português published in november,15,2016

By Corrente Comunista Revolucionária (CCR, Brazil Section of the RCIT), 15. November 2016, http://elmundosocialista.blogspot.com


Forty days ago, occupations by youth of public schools began across Brazil, mainly in the State of Paraná. As of today, more than 1,000 schools and several universities have been occupied. This mobilization began against the proposed high school reform, which entirely eliminates important fields of studies like sociology, philosophy, artistic education and physical education; it has also taken up the cause against the drafting of an amendment to the Brazilian Constitution that will prevent the government from investing any additional monies above the rate of inflation in public education and health for all Brazilians for a period of 20 years! The project has already been nicknamed properly "Law of the end of the world."

This amendment will also mean the freezing of salaries of all civil servants for the same period of two decades. Thus, in addition to the educational outrages, much of the Brazilian population will physically suffer the results of the government’s plans, because public health care will get worse than it already is. Therefore, the current resistance struggle of the students must become that of the entire working class. Currently, the young students studying in public school, mainly in the outlying regions of the country, are setting the example. It is incumbent that the mass movements and the working class join the resistance.

During these 40 days or so of occupations of schools, students have been subjected to various pressure tactics and even violence at the hands of the military police and the courts. In open violation of the Statute for Minors and Children (a law intended to protect minors up to the age of 18), youths were handcuffed when being removed from the Lady Filomena Moreira de Paula high school in the state of Tocantins. In the national capital of Brazil, Brasilia, Judge Alex Choudhary, authorized the use of torture techniques against students conducting occupations. Among the actions authorized are the cutting off of the water supply, electricity and gas; the use of noise to prevent the occupiers from sleeping; and restricting their access to family, friends and food. The Minister of Education, Mendonça Filho, said he was convinced that the student movement that already occupies more than 1,000 educational institutions throughout Brazil is partisan: "It is clear that the sectors connected to the PT, PCdoB and PSOL are actually orchestrating this mobilization along with the unions." That’s to say that, for this reactionary rightist, the imposing of “legal” measures to cut investments in education and introducing top to bottom educational reforms in high schools without discussing these matters with students and educators have no importance or political significance; but those who oppose such are measures are being manipulated by the radical left. The monopolistic bourgeois press, in bed with the government, only disclosed the numbers of occupied schools and universities, because such schools will be involved in, and clearly impact, the administration of the national exams regularly used to evaluate high school students, and obviously such information was transmitted to millions of Brazilians with the intention of criminalizing the student movement.

However the stunning intervention of Ana Julia Raj, a 16 year old high school student, reverberated throughout Brazil and around the world when, on October 27, when facing MPs of the parliament of the State of Parana, she made a powerful speech in favor of the occupations as being an expression in favor of education. Her speech, supporting education and the occupations, came to be compared to the activity of the young Malala Yousafzai, the Pakistani girl who at 14 years of age suffered an assassination attempt by the Taliban for wanting an education, and who won the 2014 Nobel Peace Prize. Ana Julia, even though she had no previous experience in public speaking, did not spare the state deputies, and accused them of being responsible for the situation and claiming that they have blood on their hands. When questioned intensively by parliamentarians, she didn't retreat from what she said in her speech, repeating that the responsibility for children and teenagers is that of the Federal and state governments, according to law.

Since then, the movement to occupy schools and public universities in Brazil has only grown.

The Corrente Comunista Revolucionária-CCR (the Brazilian section of the RCIT) strongly defends the occupation movement of students in schools. These youths are the primary interested parties in defending the quality of public, secular and free education. The government of Michel Temer is attacking public education with the explicit goal of promoting the privatization of the sector in order to generate profits for billionaire businessmen. Currently, Brazilian law obligates state and Federal governments to invest in public education an average of 25% of their budget. These represent billions of dollars that the vultures of privatization want to snap up.

The student struggle is more than fair, for the future of these young people is at stake. This struggle is the struggle of us all and is one that should be taken up by social movements, trade unions and labor federations, as well as by left-wing progressive parties against all the attacks of the insurgent government of Michel Temer.

*Full support for the student struggle!

*No, to the proposed high school reforms!

*For more funds for quality education in the public schools for the children of workers!

*For the unity of organized workers in defense of education!! For the CUT, MST, MST and the heads of social movements to make themselves and their organizations available to the students in defense of education and against the repression!

*Down with Bonapartist repression against students!