sábado, 6 de junho de 2020

LIBERTEM SEBASTIAN ROMERO AGORA!


Declaração da Corrente Comunista Revolucionária Internacional (CCRI/RCIT), 6 de junho de 
2020, www.thecommunists.net
Fomos informados por camaradas na Argentina sobre a prisão de Sebastián Romero em 30 de maio pelas autoridades uruguaias. Ele é um militante trotskista do PSTU (seção argentina do LIT-CI). Sebastián é perseguido politicamente desde 18 de dezembro de 2017 por ter participado com milhares de trabalhadores argentinos em uma manifestação em massa contra a reforma da previdência.

O ex-presidente argentino Mauricio Macri e sua ministra da Segurança Patricia Bullrich demonizaram Sebastián Romero e sua participação na defesa de uma legítima mobilização popular contra ataques policiais. Eles tinham colocado uma recompensa de um milhão de pesos por sua cabeça. Desde então, tornou-se uma figura icônica não só à esquerda, mas na mídia.

A Corrente Comunista Revolucionária Internacional (RCIT) se solidariza plenamente com Sebastián Romero, sua família, amigos e camaradas. Denunciamos sua prisão e exigimos a libertação imediata e incondicional!

Libertem Sebastián Romero Agora!

Secretariado Internacional da CCRI/RCIT

* * * * *

Há uma série de sites e contas no Facebook que relatam sobre as atividades em andamento em solidariedade a Sebastián Romero.
Aqui estão alguns:


terça-feira, 2 de junho de 2020

ESTADOS UNIDOS: ESTÁ SURGINDO UMA CONTRA-REVOLUÇÃO SANGRENTA?


Por uma greve geral e comitês de  autodefesa para defender a revolta popular contra a repressão policial-militar! 

Declaração da Corrente  Comunista Revolucionária Internacional (CCRI/RCIT), 2 de junho de 2020, www.thecommunists.net


1. Os acontecimentos estão se movendo rapidamente. A revolta popular após o assassinato de George Floyd continua a se espalhar pelos EUA. Centenas de milhares de pessoas estão se manifestando em todas as grandes cidades (assim como em muitas cidades menores) para protestar contra o racismo e a violência policial. Houve vários tiroteios em manifestações com várias pessoas mortas. De acordo com relatos, quatro policiais em St. Louis também foram atingidos por tiros. Como um sinal significativo de rachaduras dentro do aparato estatal, um número crescente de policiais está mostrando simpatia com os protestos. O chefe da polícia de Houston, Art Acevedo, até disse ao presidente em uma entrevista à CNN para “ficar de boca fechada se não puder ser construtivo. (...) Isto não é Hollywood, mas a vida real." Até certo ponto, as autoridades perderam o controle sobre a situação, ou seja, existe uma situação de duplo poder. É por isso que a Corrente  Comunista Revolucionária Internacional (CCRI/RCIT) caracteriza a situação atual nos EUA como pré-revolucionária.

2. A profundidade da crise é simbolizada pelo fato de que os protestos em massa ocorrem até perto da Casa Branca, em Washington, onde um Trump altamente nervoso e seus assessores podem ouvir os cânticos dos manifestantes. Em certo momento, agentes do Serviço Secreto levaram o Presidente para um bunker que foi projetado para uso em emergências como ataques terroristas. Quando Trump quis visitar uma igreja perto da Casa Branca para uma sessão de fotos com uma bíblia na mão, a polícia e os soldados da Guarda Nacional tiveram primeiro que atacar e dispersar centenas de manifestantes perto da Casa Branca. Enquanto Trump falava, botijões de gás lacrimogêneo podiam ser ouvidos explodindo.

3. Nestas circunstâncias, as autoridades tentam reprimir os protestos. Toques de recolher foram impostos em mais de 40 cidades. A Guarda Nacional foi destacada em 23 estados e Washington, D.C. No entanto, isso não foi suficiente para conter os protestos até agora. Trump criticou os governadores pelo seu "fracasso". Além disso, ele anunciou: "Enquanto falamos, estou enviando milhares e milhares de soldados fortemente armados, militares e policiais para impedir os tumultos, saques, vandalismo, assaltos e a destruição de propriedade. (...) Se uma cidade ou estado se recusar a tomar as ações necessárias para defender a vida e a propriedade de seus moradores, então enviarei os militares dos Estados Unidos e resolverei rapidamente o problema para eles." Diz-se que Trump considera invocar a chamada Lei de Insurreição, uma lei arcaica de 1807 que permitiria a Trump enviar tropas americanas de serviço ativo para reprimir a revolta nacional.

4. A intervenção das tropas americanas nas ruas de Nova York, Los Angeles e Chicago contra dezenas de milhares de manifestantes não seria nada além da abertura de um estado de emergência nacional resultando em um massacre sem precedentes, uma guerra civil a partir de cima. Tal fato se constituiria num golpe de Estado de fato por um presidente amplamente detestado e desprezado. Não há dúvida de que tal decisão provocaria uma resposta em grande escala, incluindo a resistência armada. Além disso, é uma estratégia de grande risco, uma vez que grandes setores da classe dominante, e do aparato estatal em geral, se opõem a isso. Isso ocorre em parte porque esses setores da burguesia temem a guerra civil resultante e, em parte, porque estão cientes de que Trump usaria tal situação para salvaguardar sua presidência condenada. Trump considera, não sem razão, que um golpe de estado policial-militar pode ser a única chance de permanecer no poder devido à depressão econômica, o desemprego em massa e manejo incompetente e imprudente da pandemia COVID-19 (bem como de muitas outras questões). Em suma, incendiar o país pode ser sua única chance de sobreviver politicamente e esta versão moderna do insano Imperador Nero pode estar determinada a ir em frente.

5. Seria totalmente errado ter qualquer ilusão no Partido Democrata. Não esqueçamos que o assassinato de George Floyd aconteceu em Minnesota, um tradicional coração democrata com uma longa história de violência policial. E também não esqueçamos que milhares de irmãos e irmãs negros foram mortos também antes de Trump chegar ao poder. O Partido Democrata é, como os republicanos, um partido da elite rica. Representa uma facção da burguesia monopolista. Qualquer voto para o Partido Democrata nas eleições é totalmente inadmissível para trabalhadores progressistas e oprimidos.

6. Diante de uma revolta em curso e de uma iminente repressão policial-militar, a CCRI reitera suas propostas aos ativistas que eles exijam das comunidades e organizações populares, sindicatos, da organização Socialistas Democráticos da América-SDA, etc. para se juntar ao movimento e apoiar o movimento Black Lives Matter. Eles devem pressionar essas organizações a apoiar várias ações-decisivas que são cruciais para impedir a iminente contra-revolução. Tais táticas são em especial:
a) Organização de assembleias populares e formação de comitês de ação em locais de trabalho, bairros, escolas e universidades. Tais comitês devem decidir sobre as demandas e o curso da ação. Eles também devem eleger delegados para que possa haver uma coordenação regional e nacional.
b) Construção de comitês armados de autodefesa a fim de defender as comunidades contra o inimigo  (uniformizado) em azul e expulsar a polícia o máximo possível das comunidades.

c) Organização de uma greve geral.

7. Além disso, consideramos importante intensificar a agitação entre policiais, membros da Guarda Nacional e tropas federais para que eles recusem a ordem de suprimir os protestos. Por fim, é urgente organizar um enorme movimento internacional de solidariedade, algo que já começou espontaneamente.

8. Chamamos os revolucionários a unir forças com base em um programa de luta. Vamos construir juntos um Partido Mundial Revolucionário que lute pela derrubada do sistema de exploração capitalista que é a base do racismo e da violência policial. Tal partido deve estar livre de todas as tendências oportunistas entre a chamada esquerda, como o apoio ao bonapartismo estatal (como o apoio à  política de bloqueio) e o apoio reacionário a quaisquer Grandes Potências imperialistas (por exemplo, China, Rússia, UE). Camaradas, irmãos e irmãs, vamos dar as mãos para trabalhar em tais tarefas históricas! Junte-se à CCRI!

Secretariado  Internacional da CCRI/RCIT                                      

                                                        * * * * *

Encaminhamos os leitores para os seguintes documentos CCRI:

Uma situação pré-revolucionária se abriu nos EUA, em 31 de maio de 2020, 
https://www.thecommunists.net/worldwide/north-america/a-pre-revolutionary-situation-has-opened-up-in-the-u-s/

EUA: Justiça para George Floyd! Trabalhadores e jovens de todas as cores: unam-se na luta! Para comitês de autodefesa contra a polícia! Organize uma greve geral agora! 30 de maio de 2020, 
https://www.thecommunists.net/home/portugu%C3%AAs/eua-justi%C3%A7a-para-george-floyd/




UMA SITUAÇÃO PRÉ-REVOLUCIONÁRIA SE ABRIU NOS EUA



Declaração da Corrente Comunista Revolucionária Internacional (RCIT), 31 de maio de 2020, 
www.thecommunists.net


English Version:
https://www.thecommunists.net/worldwide/north-america/a-pre-revolutionary-situation-has-opened-up-in-the-u-s/
1. Desenvolvimentos sem precedentes estão sacudindo os EUA e o mundo. O brutal assassinato de George Floyd pela polícia dos EUA desencadeou uma onda de protestos em massa em todas as grandes cidades. No decorrer dos últimos cinco dias, esses protestos se transformaram em uma revolta popular. As pessoas estão cantando "Sem Justiça, Sem Paz!" e há slogans populares dirigidos contra a polícia como "O Inimigo é Azul!". Muitos manifestantes não têm medo de confrontar a polícia, refletindo que as pessoas estão perdendo ilusões pacifistas. Estão queimando carros da polícia e até incendiaram uma delegacia de Polícia de Minneapolis. Além disso, a raiva em massa e a pobreza como resultado da pior crise econômica desde 1929 provocaram uma série de saques.

2. É uma característica fundamental dessa revolta que não são apenas os negros que se manifestam, mas pessoas de todas as cores, incluindo muitos jovens brancos. Isso reflete que, embora o protesto contra o racismo e a violência policial sejam as causas imediatas dessa revolta, não há dúvida de que o empobrecimento dramático (36 milhões de pessoas estão atualmente desempregadas) e a ultrarreacionária e igualmente ultra incompetente Administração Trump são razões cruciais para os eventos atuais.

3. As autoridades tentam reprimir as manifestações em massa com extrema brutalidade. Vários manifestantes já foram mortos, vans da polícia dirigem imprudentemente em direção às manifestações, jornalistas são atacados, baleados ou presos, etc. Toques de recolher foram impostos em todas as principais cidades que, no entanto, não conseguem parar os protestos. A Guarda Nacional e a Polícia Militar foram colocadas  para que possam intervir em poucas horas. E o presidente Trump já ameaçou enviar tropas federais para esmagar a revolta popular. Tal movimento provocaria, sem dúvida, uma guerra civil aberta. Todos esses desenvolvimentos confirmam a tese da CCRI de que houve uma mudança global em direção  ao autoritarismo e ao bonapartismo estatal. Em um ambiente tão político, a polícia – e o aparato estatal capitalista em geral – é encorajada a atacar violentamente as massas populares e até mesmo a mídia.

4. Ao mesmo tempo, o poder desta revolta resultou no que parece ser rachaduras dentro do aparato estatal repressivo. Houve cenas espetaculares em Flint (Michigan), Camden (Nova Jersey), Santa Cruz (Califórnia), Kansas City (Missouri), Fargo (Dakota do Norte) e Ferguson (Missouri) em que a polícia se juntou aos protestos, segurando faixas em solidariedade ("End Police Brutality"[!](Pelo fim da Brutalidade), "Standing in Solidarity" ( Em Solidariedade) ou ajoelhada na memória de Floyd. Embora seja criminoso ter quaisquer ilusões na possibilidade de reformar a polícia capitalista, tais atos individuais são sinais importantes de desmoralizações dentro das fileiras do inimigo. Os revolucionários devem chamar um policial individualmente para recusar ordens dirigidas contra a revolta popular.

5. A Corrente Comunista Revolucionária Internacional (CCRI) repete que as táticas mais importantes agora são a organização de assembleias populares e a formação de comitês de ação em locais de trabalho, bairros, escolas e universidades. Tais comitês devem decidir sobre as demandas e o curso da ação. Eles também devem eleger delegados para que possa haver uma coordenação regional e nacional. Eles também devem exigir de organizações comunitárias e populares, sindicatos, organização Socialistas Democráticos da América-DAS, etc. para apoiar incondicionalmente o movimento. Tais assembleias também devem formar comitês armados de autodefesa, a fim de defender as comunidades contra o inimigo em azul e expulsar a polícia o máximo possível das comunidades. Mais importante, o movimento deve orientar-se para organizar uma greve geral.
6. Na declaração da CCRI publicada ontem, já apontamos para o caráter dramático desta revolta popular. Escrevemos que os "rápidos desenvolvimentos trouxeram Minneapolis e outras cidades à beira de uma situação de dualidade de poder". No entanto, os eventos espetaculares nas últimas 30 horas resultaram em uma profunda escalada desta crise explosiva a ponto de que possamos afirmar agora que uma situação pré-revolucionária se abriu nos EUA. Qualquer nova escalada, por exemplo, Trump ordenando que as tropas federais imponham uma repressão sangrenta poderia imediatamente abrir a situação revolucionária e uma guerra civil.

7. É desnecessário dizer que esses eventos têm um significado profundo não só para os EUA, mas para todo o mundo. Isso já se reflete no fato de que milhares de pessoas marcham em solidariedade em Londres, Berlim, Copenhague e muitas outras cidades. No entanto, uma vez que os EUA são um estado imperialista em decomposição, mas ainda o mais poderoso imperialista, um desenvolvimento pré-revolucionário no coração da ordem mundial imperialista tem por sua própria natureza um profundo caráter global. Os próximos dias e semanas permitirão uma análise mais precisa. Mas o que já podemos dizer agora é o seguinte: após a ofensiva global contrarrevolucionária de choque e temor da classe dominante nos últimos 2-3 meses sob a cobertura da pandemia COVID-19, já vimos uma revolta popular renovada no Líbano e Hong Kong. No entanto, os eventos atuais nos EUA são de longe o ataque mais significativo das massas contra a ofensiva global  contrarrevolucionária. Esse desenvolvimento não é surpreendente, uma vez que essa ofensiva global contrarrevolucionária ocorre dentro de um período revolucionário histórico caracterizado pelo declínio do capitalismo e pela aceleração das contradições entre os Estados e as classes. Nesse período, reviravoltas repentinas na situação mundial são inevitáveis e ataques reacionários só preparam futuras explosões políticas. Não temos dúvidas de que os eventos atuais nos EUA não são o último exemplo para este desenvolvimento.

8. A CCRI enfatizou desde o início da atual ofensiva contrarrevolucionária que o bloqueio de fato não é direcionado contra a pandemia, mas sim como um ataque antidemocrático preventivo da classe dominante. Dissemos que, para combater uma pandemia, as massas populares não precisam de repressão estatal, mas de um sério programa de saúde  (equipamentos de proteção, testes em massa, internação gratuita, testes em massa gratuitos, expansão do setor público de saúde sob o controle popular, etc.) Denunciamos a traiçoeira esquerda defensora do confinamento que apoiava o bloqueio e a proibição antidemocrática de assembleias públicas e manifestações. O que vemos agora é uma confirmação poderosa de nossa análise. Onde quer que os trabalhadores e oprimidos queiram lutar por seus direitos, eles têm que quebrar o regime de confinamento e as chamadas regras de "distanciamento social". Este tem sido o caso no Líbano, Iraque, Hong Kong e nos EUA. É evidente que as massas de combate são muito mais progressistas do que a oportunista Esquerda do Confinamento, que se adapta à pressão da classe média liberal e da burocracia trabalhista reformista (que por sua vez se adapta aos setores da classe dominante). Os desenvolvimentos dos últimos 2-3 meses são uma lição poderosa: a Esquerda do Bloqueio apoia a ofensiva contrarrevolucionária sob a cobertura da pandemia COVID-19. Os setores militantes das massas rompem e ignoram o regime de confinamento! A CCRI e todos os revolucionários autênticos estão ao lado dos trabalhadores em combate e os oprimidos e denunciam a traiçoeira Esquerda do Confinamento.

9. Além disso, os eventos atuais também são uma poderosa confirmação do slogan da CCRI que elaboramos em nossos documentos. Dissemos que, dada a mudança dramática da classe dominante em relação à repressão e ao bonapartismo estatal, o slogan chave será a transformação do estado de emergência em uma revolta popular. Os eventos das últimas semanas no Líbano Hong Kong e agora os EUA são uma poderosa confirmação de que este slogan reflete a dinâmica objetiva do período atual. Por fim, também apontamos que os protestos em massa nos EUA (assim como em Hong Kong) confirmam a tese da CCRI de que a questão democrática é uma característica fundamental das lutas de classes atuais. Naturalmente, tais lutas muitas vezes estão ligadas – direta ou indiretamente – a questões econômicas.

10. Camaradas, irmãos e irmãs! Há dois meses, publicamos uma Carta Aberta com o título "Aja Agora porque a História está acontecendo agora!" Alguém pode duvidar que esta tenha sido uma caracterização precisa da situação mundial atual e das tarefas correspondentes?! Chamamos os revolucionários para se unirem e se juntarem a nós na tarefa mais importante para construir um Partido Mundial Revolucionário. Só esse partido pode finalmente organizar uma revolução socialista internacional e a libertação da humanidade da exploração e da opressão! Precisamos desesperadamente de tal partido porque, como vimos, a maioria da chamada esquerda se adapta oportunistamente ao bonapartismo estatal ou a um ou outro poder imperialista (por exemplo, China, Rússia, UE). Precisamos de uma organização internacional, livre de tal oportunismo, do social-bonapartismo e  do social-imperialismo. E precisamos AGORA. Camaradas, irmãos e irmãs, vamos dar as mãos para trabalhar em tais tarefas históricas! Juntem-se à CCRI!

Secretariado Internacional da CCRI/RCIT

Encaminhamos os leitores para os seguintes documentos da CCRI/RCIT:

EUA: Justiça para George Floyd! Trabalhadores e jovens de todas as cores: unam-se na luta! Para comitês de autodefesa contra a polícia! Organize uma greve geral agora! 30 de maio de 2020, https://www.thecommunists.net/home/portugu%C3%AAs/eua-justi%C3%A7a-para-george-floyd/

China / Hong Kong: Abaixo a Lei de Segurança Nacional! Organizar e mobilizar-se contra o iminente ataque contrarrevolucionário do regime stalinista-capitalista!, 23 de maio de 2020, 
https://www.thecommunists.net/worldwide/asia/china-hong-kong-down-with-the-national-security-law/

Líbano e Iraque: Adiante com a Revolta Popular! 12 de maio de 2020, 
https://www.thecommunists.net/worldwide/africa-and-middle-east/forward-with-the-popular-uprising-in-lebanon-and-iraq/

Para nossa análise da crise global do COVID-19, nos referimos a inúmeros documentos, incluindo um novo livro, que foram coletados em uma subpágina especial em nosso site: 
https://www.thecommunists.net/worldwide/global/collection-of-articles-on-the-2019-corona-virus/; veja em particular nosso novo livro de Michael Pröbsting: A Contra-Revolução Global no COVID-19: O Que É e Como Combatê-la. Uma análise marxista e estratégia para a luta revolucionária, abril de 2020, https://www.thecommunists.net/home/portugu%C3%AAs/livro-a-contra-revolucao-global-no-covid-19/; veja também o Manifesto RCIT: COVID-19: O Encobrimento para uma Grande Ofensiva Contra-Revolucionária Global. Estamos em um ponto de virada na situação mundial, pois as classes dominantes provocam uma atmosfera de guerra a fim de legitimar o acúmulo de regimes chauvinistas de estado-bonapartistas, 21 de março de 2020, https://www.thecommunists.net/home/portugu%C3%AAs/covid-19-o-encobrimento-para-uma-grande-ofensiva-contra-revolucionaria-global/.


TORCEDORES DE FUTEBOL ORGANIZAM MANIFESTAÇÕES ANTI-FASCISTAS


Declaração da Corrente Comunista Revolucionária (seção brasileira da Tendência Internacional Comunista Revolucionária), 31 de maio de 2020, 

English version:








Torcedores de vários times de futebol, juntamente com ativistas antifascistas e vários movimentos sociais saíram às ruas em defesa da democracia no último domingo, 31 de maio. Os atos militantes ocorreram em pelo menos cinco capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Curitiba.

Em São Paulo, o ato reuniu cerca de 2.000 pessoas na Avenida Paulista. Papel de destaque teve o setor antifascista do clube popular "Corinthians Paulista", incluindo torcedores de outras equipes rivais, bem como militantes de movimentos sociais.

Durante a manifestação, pode-se ouvir repetidamente os gritos "Democracia!" e "eu não sou otário, onde está a meia dúzia que defende Bolsonaro ?!" (veja o vídeo abaixo) afugentando no primeiro momento os bolsonaristas que até então ocupavam a avenida Paulista todos os domingos pedindo o retorno da ditadura militar.

Mas como sempre acontece quando a polícia militar controlada pelo governador de direita João Dória-PSDB chega, manifestantes antifascistas sofreram uma forte repressão policial, enquanto protegiam os provocadores neofascistas. Também chamou a atenção a presença de uma bandeira do grupo de extrema-direita e ultranacionalista da Ucrânia chamado Pravyy Sektor entre os militantes de extrema-direita brasileiros. Dias antes de uma conhecida ativista de extrema-direita, Sara Winter, fazer um discurso no qual afirmou que "devemos ucranizar o Brasil!"

O que é evidente com essas manifestações populares antifascistas espontâneas é que elas não estão sendo convocadas pelos principais partidos de esquerda. Elas estão sendo organizadas por organizações voluntárias dos setores populares, da juventude, especialmente das periferias, dizendo, Basta !! Basta de  governo Bolsonaro e tudo o que ele representa,  basta de violência policial, ao racismo e aos crescentes ataques às suas condições de vida. E a grande "pergunta não respondida" é: onde estão as lideranças dos partidos progressistas e movimentos sociais? Estão esperando pelo quê?

* Pela anulação do artigo 142 da Constituição!

* Construir a greve  geral política!

* Cancelar todas as medidas de austeridade, como reforma da previdência e  a reforma trabalhista!

* Convocar assembléias populares em sindicatos, nos  locais de trabalho e bairros!

* Pela formação imediata de uma ampla frente única a de todas as organizações de massa da classe trabalhadora e oprimida (PT, PCdoB, PSOL, PCO, CUT, MST, MTST, etc.) para organizar uma resistência de massa!

* Por uma Assembléia Constituinte Revolucionária!